16 jan 19
Notícias

Temporada de incêndios: responsabilidade de todos

Os noticiários nacionais e internacionais têm repercutido com frequência desastres ambientais e as perdas também sociais, econômicas e de saúde ocasionadas pelas queimadas e o clima seco.

 

De acordo com informação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados cerca de 216 mil focos de incêndios em áreas florestais e de lavoura em todo o país. O número de focos de incêndio entre janeiro e junho deste ano já é 52% maior do que o registrado no mesmo período de 2017.

 

Os três estados com o maior número de queimadas são Roraima, Mato Grosso e Tocantins. Juntos, eles somam cerca de 55% dos focos de incêndio registrados em todo o Brasil neste período.

 

Considerando os dados da Universidade Federal do Acre de que cada hectare queimado libera de 50 a 200 toneladas de monóxido de carbono (CO2), possível mensurar o tamanho do problema.

 

Estudo coordenado pelo Serviço Florestal Americano e publicado na revista científica Nature Communications, mostrou que “houve um aumento claro da duração das chamadas estações de incêndios, em cerca de ¼ do globo entre 1979 e 2013”.

 

O estudo demonstrou ainda que a proporção da área da Terra coberta por vegetação que é afetada por esses eventos passou de cerca de 10% para 20% e há, além disso, uma correlação entre o processo e o aumento do número de dias consecutivos nos quais não chove.

 

No Brasil a perda líquida foi de 71 milhões de hectares de vegetação nativa, o equivalente a SP, PR, RJ e ES somados (a perda líquida é a perda total com a recuperação subtraída). A Mata Atlântica, bioma com 56% da área urbana do país, teve perda líquida de 5 milhões de hectares de floresta. Nos últimos 10 anos a regeneração superou o desmate.

 

A Amazônia perdeu a maior área (líquida) de floresta no período: 36 milhões de hectares. Dados como estes integram o projeto MapBiomas lançado na última sexta-feira (17/08) num mapeamento que permite investigar a ocupação territorial de qualquer parte do Brasil, ano a ano, desde 1985 (www.mapbiomas.org ).

 

O raciocínio é lógico, quanto maior a área, maior o risco. E, apesar do senso comum de que prevenir é sempre o melhor negócio, na prática nem sempre é a prevenção que rege a decisão.

 

Que os impactos das queimadas são desastrosos ninguém dúvida, que o movimento é responsabilidade de todos, concordamos e é a convicção necessária para seguirmos em frente e revertemos projeções lamentáveis, a exemplo do que afirmam alguns cientistas “que restam apenas vinte anos para mudar o comportamento humano e partir para um mundo com balanço zero nas emissões de carbono na atmosfera”.

 

Nossa torcida é para atingirmos o zero!

 

E como compartilhar informação é parte deste movimento, convidamos ao acesso da série Brasil, um País em Chamas, produzido pelo Observatório do Clima: https://bit.ly/2APehsF

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