Innovabilty e a Recuperação Verde

Os últimos meses transformaram nossas vidas. O cenário que o futuro desenhava chegou mais depressa do que prevíamos, e as transformações no modo como trabalhamos e aprendemos mudaram de forma definitiva. Não existe mais volta ao velho normal e nesse ambiente propício para transformações, a adaptação e a criatividade são elementos cruciais para nossa sobrevivência.
Nesse momento, organismos e empresas apostam na “Recuperação Verde”, em virar a chave da economia dependente de carbono para a economia livre de carbono. A convergência dos conceitos de inovação (Innovation) e sustentabilidade (Sustainability) ocorre num sentido de urgência, uma necessidade de repensar nossos modelos mentais, nossos dogmas e a forma como lidamos com o mundo a nossa volta. 
Já temos em mente que as mudanças climáticas alteram radicalmente o modus operandi da economia global. A Humanidade, e naturalmente as Empresas têm de inovar para sobreviver. Se reinventar constantemente lado a lado com o meio ambiente. Inovação não pode trazer impacto negativo ao meio ambiente, senão, não é inovação. Eis ai o conceito raiz de Innovability.
A inovação tem de ser vista em várias dimensões, para além da mera inovação tecnológica. A inovação ambiental, procura resolver o grande desafio que é ter 7 bilhões de pessoas – que serão, ao que tudo indica, 9 bilhões daqui a 40 anos – desgastando os ecossistemas e pressionando a natureza para seu desgaste total, causando consequências que para nós seriam fatais. Não existe Planeta B e consumir várias vezes mais o que o Planeta pode prover não parece nos levar a um caminho de
prosperidade e longevidade.
Propostas de “Recuperação Verde” dão visibilidade para questões em setores-chave da economia brasileira – tais quais a agricultura, o setor elétrico, florestal e infraestrutura urbana, que têm olhado para o ESG e para inovação de baixo carbono em busca de readaptação em um mundo cada vez mais quente. 
Sustentabilidade hoje, preserva o nosso amanhã e deve ser ágil para aprender com o futuro emergente, descrito na Teoria U de Otto Scharmer do MIT “ Através da mente, do coração e das mãos iremos construir o futuro emergente, aprendendo conforme fazemos pois o futuro se apresenta distinto ao que foi o passado.”
A partir do momento que excedemos a capacidade do Planeta com nossas demandas por recursos naturais, a regeneração dos ecossistemas e mudança no modelo econômico entram em risco e pedem novos movimentos e forma de enxergar com visão renovada, por exemplo a “Doughnut Economics”, idealizada por Kate Raworth, passa a ser nossa responsabilidade.
Criar soluções que possam apoiar a regeneração do Planeta de forma sustentável, a partir de ações que respeitam o meio ambiente irão garantir a sobrevivência humana na Terra e regeneração da Vida. E essa é a principal missão de nossa geração e estamos de mangas levantadas para fazer acontecer.

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