Índice ESG

O movimento moderno a favor do investimento sustentável começou a ganhar terreno no final dos anos 90. Nos últimos anos, o foco para os temas relacionados ao meio ambiente e aos direitos humanos tem crescido de forma exponencial, conduzindo o mercado de investimento para mudanças decisivas. As empresas estão sendo “convidadas” a abraçar a responsabilidade pelo impacto que elas geram no planeta, e o índice ESG, tem grande parte nisso.

O que é o índice ESG?

Environmental, Social and Governance (ESG), que traduzido do inglês significa: Ambiental, Social e Governança, é o índice que se refere aos critérios centrais na mensuração da sustentabilidade e do impacto social de um investimento em empresa ou negócio. Seu objetivo é incitar as empresas a contemplarem a importância de um comportamento ético para contribuir no desenvolvimento econômico, conjuntamente atuando na prosperidade da comunidade local e da população como um todo.

Estes três princípios criam um recorte no mercado de ações, pois cada vez mais há pressão dos acionistas e da sociedade para que as empresas sejam mais conscientes em sua condução. Para exemplificar, um relatório da ONU mostrou que havia US$86 trilhões aplicados em ativos sustentáveis em 2019. Esse valor é o dobro do que havia 5 anos antes, o que indica que há uma crescente valorização dos investidores nos ativos de um índice ESG.

Sabe-se que a empresa que integrar elementos de sustentabilidade em sua estratégia pode, definitivamente, ter impacto sobre sua receita. Estas, apresentam melhores resultados a longo prazo, tendem a ser melhor geridas, fidelizando os funcionários e se firmando no mercado. Por isso, também é muito lucrativo para os investidores que buscam preservação de capital, aplicar nesse índice.

Como funciona?

O investimento sustentável é um segmento em rápida ascensão na gestão de ativos, bem como um dos mais complexos. O índice ESG organiza uma carteira de ações teórica com uma base de fundamentos, que compartilham muitos critérios de avaliação focados em diferentes aspectos.

São estes alguns deles:

Ambiental — risco ambiental, auditorias, incidentes poluidores, estratégias de reciclagem, ações ambientais;

Social — adesão a quotas de diversidade e inclusão, cultura corporativa, preocupação com saúde dos empregados, trabalho voluntário, ações filantrópicas;

Governança — compliance financeiro, saúde fiscal e financeira, gestão de talentos, estratégia de ação, prevenção de acidentes de trabalho.

Ao serem avaliadas em todos esses critérios, as empresas passam a constar ou não em um índice ESG. A partir daí, a oscilação das suas ações afeta a valorização do índice, assim como no Ibovespa e outros.

As empresas precisam desenvolver uma estratégia de inteligência em sustentabilidade com total compreensão dos riscos e oportunidades disponíveis para elas, reconhecendo a importância de uma abordagem consciente para que possam desenvolver uma economia em harmonia com o planeta em que vivemos.

Mudanças no clima já começaram a afetar os negócios, com condições climáticas extremas, inundações, incêndios florestais e secas, ameaçando os ativos e as cadeias de suprimento da empresa.

A comunidade de serviços financeiros está bem ciente desse desafio e muitos gestores de fundos profissionais estão agora procurando maneiras de integrar dados ESG em suas abordagens de investimento, para gerenciar melhor os riscos e encontrar oportunidades em um mundo em constante mudança.

À medida que o ambiente evolui, as empresas que demoram a mudar terão mais dificuldades, já as empresas que melhoram sua eficiência energética e criam novos produtos e serviços socialmente responsáveis, sobreviverão.

Categories:

Tags:

Comments are closed