01 fev 18
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Saiba quais são os riscos de incêndio em época de estiagem

A ação humana nos últimos três séculos tem destruído os recursos naturais, antes abundantes nas distintas regiões do Planeta Terra. Como principais prejuízos, há o desmatamento, emissão de poluentes e tráfico de espécies da fauna e flora selvagens.

A Terceira Lei de Newton, denominada de Lei da Ação e Reação, descreve que para cada ação desenvolvida sob um corpo há uma reação de igual intensidade, no sentido oposto à ação inicial. E as leis da física podem ser observadas no cotidiano.

O prejuízo que a espécie humana causa à natureza volta na forma de calor excessivo, longas estiagens, falta d’água, altos índices de radiação ultravioleta e milhares de focos de incêndio. Tudo isso é uma manifestação da natureza em reação às atividades desastrosas de milhões de pessoas.

Devido às frequentes, longas e intensas estiagens pelas quais centenas de cidades brasileiras têm passado nos últimos anos, é imprescindível que haja um alerta para as principais causas de incêndio e as formas de prevenção.

É fato que, em certos biomas, há incêndios naturais durante a época de seca. Isso ocorre, por exemplo, no cerrado brasileiro. Descargas elétricas na vegetação seca são o estopim para incêndios que, por serem inerentes ao próprio ambiente na estiagem, não trazem maiores danos e são controlados naturalmente no início da estação das chuvas.

Todavia, o exemplo citado é pontual, bem diferente dos casos de incêndios provocados, direta ou indiretamente, pela ação humana.

A vegetação escassa, por conta do desmatamento e da predominância das monoculturas ao redor das cidades (florestas virgens mantém bons índices de umidade relativa do ar ao longo do ano, ao contrário das monoculturas, que dissipam rapidamente a umidade), faz com que a época da seca seja cada vez mais intensa e duradoura.

Essa é uma receita perigosa para a criação de vários focos de incêndio no entorno de centros urbanos.

Veja quais as principais causas de incêndio em época de estiagem

Em uma situação como essa, as principais causas de queimadas são:

1- Fogo provocado em áreas agrícolas durante a colheita manual da cana-de-açúcar (mesmo sendo uma atividade proibida em várias regiões do país durante a estiagem, muitos proprietários ainda se utilizam dessa prática ilegal);

2- Fogueiras feitas em área de vegetação e pastagem secas;

3- Pontas de cigarro lançadas sobre tufos de mato seco, mesmo que a quantidade de vegetação seja pequena, pois o fogo pode sempre se alastrar.

É importante lembrar que os ventos sobre as vastas áreas desmatadas faz com que as chamas se disseminem com maior velocidade, dificultando o controle e a extinção dos focos de incêndio.

Dados mostram que o estado de São Paulo, em setembro de 2017, apresentou recorde de números de focos de incêndio em um único mês desde 1998. Esses dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

De acordo com o INPE, houve, nas três primeiras semanas de setembro de 2017, 2.221 focos no estado de São Paulo.

O número de incêndio na época de estiagem tem aumentado no estado de São Paulo, que registrou, em 2017, 2.221 focos.

Os incêndios poluem o ar atmosférico; elevam a temperatura da região de ocorrência dos focos; reduzem a umidade relativa do ar; eliminam espécies de animais e de plantas selvagens, que vivem nas florestas, pradarias e nas regiões ao redor das plantações; pioram drasticamente a qualidade do solo; e causam, entre outros danos, problemas respiratórios para as pessoas e os animais.

Por isso, durante a época de estiagem, é sempre importante ficar atento às medidas de prevenção de focos de incêndio. Abaixo estão descritas algumas dessas importantes medidas:

1- Aumentar o rigor da fiscalização feita nas áreas rurais, a fim de evitar que aconteça a queima provocada da cana-de-açúcar, e punir com seriedade os proprietários rurais que não obedecerem às normas;

2- Diante de um foco, indústrias e propriedades rurais que estejam próximas e que possuam reservatórios de água de grande porte podem contribuir, controlando os focos. Para esses casos, as caixas d’água tipo taça ou tipo tubular são as melhores opções por conferirem bastante pressão de saída de água;

3- Não fazer fogueiras. Mesmo que aparentemente dentro do controle, as fogueiras podem rapidamente virar um incêndio descontrolado, ainda mais quando houver vento, que faz com que as chamas saltem de modo abrupto de uma área para outra. Por isso, nunca pense que a fogueira está sob controle, pois um desastre pode acontecer em um piscar de olhos;

4- Não jogar pontas de cigarro no ambiente, pois você pode provocar incêndios de grandes proporções.

Qualquer foco de incêndio na época da estiagem pode tomar grandes proporções.

Atenção: se for identificado um foco de incêndio em um terreno baldio, em um pasto em uma área rural, à beira da rodovia ou em qualquer lugar, é importante comunicar imediatamente ao Corpo de Bombeiros da cidade ou região próxima.

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